União do Apostolado Católico

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Quem era Pallotti?

São Vicente Pallotti
São Vicente Pallotti

Somente Deus sabe o que tem sido esse homem. As tentativas de descrevê-lo apenas chegam a ser um artifício muito falho. Contudo podem ajudar a compreendê-lo.
Quase todos os grandes movimentos históricos e religiosos são alimentados por uma personalidade insigne, que, fascinada por uma idéia, não descansa enquanto não a torna realidade, embora somente parcialmente. O mesmo aconteceu com a União do Apostolado Católico, que deve seu começo ao sacerdote romano Vicente Palloti, que viveu e desenvolveu sua atividade em Roma entre 1795 e 1850. Nascido de uma família de medianas posses, modesta, dotado de um notável talento, teve as portas abertas a qualquer carreira eclesiástica. Ordenado Presbítero em 1818, se doutorou em Filosofia e Teologia na conhecida Universidade romana de La Sapienza.

SACERDOTE E PASTOR DE ALMAS

Palloti era um sacerdote extraordinariamente sensível, por isso, não lhe causavam satisfação essas perspectivas. A pastoral das almas era a sua paixão verdadeira, como também a preocupação pelos homens de todas as camadas sociais e de qualquer idade. Veio logo a ser um procurado conselheiro e confessor até dos mais elevados níveis eclesiásticos, incluindo o Papa. Era conhecido por todos mendigos e pelos doentes, vítimas das pestes. Era pastor tanto dos prisioneiros como dos doentes nos hospitais. Fundou escolas noturnas, abrigos para jovens fracassados; organizou atividades de ajuda e de socorro para os lavradores das vizinhanças de Roma, atolados na miséria.
Pallotti consumiu-se totalmente a serviço da Igreja, de tal modo que acabou seus dias aos 55 anos. Seu último gesto foi de dar o próprio agasalho a um mendigo, quando fazia frio e chovia sem parar. Morreu a 22 de janeiro de 1850.
Cem anos depois, em janeiro de 1950, Pio XII o proclamou Bem-aventurado. É João XXIII o canonizou a 20 de Janeiro de 1963, durante o Concílio Vaticano II.

SUA PERSONALIDADE RELIGIOSA

Pallotti não era um ativista sem visão, mas uma personalidade profundamente religiosa. Suas forças e resistência provinham de uma fé forte e pessoal, de sua contínua união com Deus, da oração e da meditação. Conheceu bem a necessidade interior da fé, o medo, a dúvida em Deus, em si mesmo e em seu próprio caminho de vida.
Sentiu a debilidade humana e a abismal solidão do homem sem Deus. Ao mesmo tempo, então, se aferrava plena e firmemente em Deus. Talvez porque partisse da experiência de sua própria insuficiência humana.

O PADRE SANTO

O francês Paulo de Geslin, chegando a Roma, perguntou ao "superior" do convento franciscano onde se hospedava por um bom Diretor Espiritual.
Não há falta de bons Padres em Roma e até poderia dar-lhe o nome de vários. Mas segundo o seu desejo, de que tipo de confessor está precisando? Francamente, o que eu gostaria de encontrar é um padre santo.
- Se o Sr. quiser conhecer o padre santo de Roma, posso lhe dar com toda a certeza seu nome. É o Pe. Vicente Pallotti.
- Poderia dar-me uma carta de recomendação?
- Fá-lo-ei com muito prazer, mas é totalmente desnecessário, porque ninguém é mais acessível que o Pe. Pallotti. Contudo, cheguei a Roma com a carta que havia solicitado. E uma de minhas primeiras preocupações ao chegar foi buscar ao seu venerável destinatário.

TÃO CONHECIDO COMO PAPA

Não tive dificuldade alguma para encontrá-lo. Acredito que não haverá em Roma um único ser vivo que não conheça seu nome e o seu endereço. O seu nome mais usado, embora contrariando os costumes do país, era o de sua família. A pessoas do povo desfiguravam-no um pouco dizendo Pallotta, antepondo-lhe o título de Padre, embora não pertencesse a nenhuma ordem religiosa, já que aos membros do clero diocesano era dado o tratamento de Dom, colocado antes do nome de batismo.
AMADOS PELOS AMIGOS - RESPEITADOS PELOS INIMIGOS

Quando Pallotti andava pela cidade todos o saudavam respeitosamente. Os soldados, militares; as mulheres que brigavam pela rua, desapareciam; crianças, de início buliçosas, depois não tão palradoras, corriam atrás do sacerdote de batina surrada e beijavam a imagem da "Madonna" que sempre levava consigo.
Até os inimigos declarados da Igreja muito numerosos na tensa época da Revolução, abstinham-se de ridicularizá-lo e de ameaçá-lo em público. Eles mesmos o tinham por santo, embora o considerassem um defensor do regime pontifício.
Essa opinião tão difundida de que Pallotti era santo não se formou pelo simples ouvir dizer. Muitíssimos homens o viam atuando em toda a parte. Ouvia confissões em muitas igrejas e freqüentemente era visto andando pelas ruas da cidade bem apressado em direção aos seus misteres.

A TODOS ACESSÍVEIS

Sempre estava disposto a dialogar. Despertava atenção sua natural espontaneidade, muito cortês e modesto. Sempre se dirigia com a referência de "o senhor até para as pessoas mais simples e, na conversão, procurava adaptar-se à situação dos seus interlocutores. ÀS críticas e observações, geralmente respondia com o pedido, seriamente intencionado, de que o desculpassem. Isso não era truque, mas, ao contrário, quem falasse com ele sentia que a esse piedoso sacerdote realmente interessava rever as suas ações.

Era conhecido por sua extraordinária santidade em toda Roma. Sua mortificação ia acompanhada de um total desinteresse de si mesmo. Seu amor aos demais jamais esmoreceu e nunca falhou. Nenhuma tribulação, nenhuma cruz lhe tirava a paciência. O mais importante traço de seu caráter era seu amor a Deus e a Jesus Cristo que tudo penetrava. Esse amor impulsionava todo seu esforço e sua atividade. Era a autêntica vida e a alma de suas atividades. Era a chave de sua retidão, a fonte de sua valentia e a origem daquela paz interior que seu comportamento irradiava.

O PAPA JOÃO XXII DISSE DE VICENTE PALLOTTI

Esse amabilíssimo santo é uma das figuras mais destacáveis da atividade apostólica do século XIX. Projetou novos meios para levar Deus aos homens e para que O amassem. Seus empreendimentos, sobretudo,a União do Apostolado Católico, são extraordinariamente ricos em experiência e de lições religiosas.
Todos os que estão obrigados ao apostolado devem esforçar-se para difundir o amor de Deus, promover a fraternidade, assim como trabalhar continuamente e estar interiormente convencidos da realização dos seus ideais.

(Diálogo com Deus Pe Silvio Andrei, SAC - Website.)