União do Apostolado Católico

Menu



Elisabetta Sanna

Eliz Sanna 1.JPG
Eliz Sanna 1.JPG

A Venerável ELISABETTA SANNA Cooperadora leiga de
Sáo Vicente Pallotti


No livro dos batizados de Codrongianos, na Sardenha, se lê que, a 24 de abril de 1788, foi batizada com o nome de Elisabetta, Ignazia, Gertrude, uma menina, nascida a 23 de abril, filha de Salvatore Sanna-Campus e de Maria Domenica Lai. Mas justamente o irmão de Elisabetta, o Pe. Antônio Luigi, e Grappelli, que disse ter visto o certificado de batismo, deram como dia do nascimento 24 de abril. Antes de Elisabetta, nascera Pietro Paolo, que morreu com poucos meses de idade. Depois dela nasceram Diego, Antônio Luigi, que foi padre, Francesco, Domenica, esta também falecida com poucos meses, Maria Caterina, falecida aos três anos e, ainda, Pietro Paolo e Francesco Giuseppe, este falecido aos 16 anos.
Elisabetta foi a única menina que sobreviveu, nesta família numerosa, em que dominou a mãe, porque o pai, de manhã cedo, com os bois ou a cavalo, se dirigia às plantações, todas mais ou menos distantes do povoado, e voltava ao pôr-do-sol. Os filhos homens, à medida que fossem crescendo, seguiam o pai; a moça, juntamente com a mãe, ficava em casa para fazer o pão, a cozinha, a lavação da roupa, os remendos. Fiavam, teciam, faziam malhas e bordados; cuidavam da eira e do estábulo.
Elisabetta era a única que dava alguma ajuda à mãe. Mas, aos três meses de idade a varíola deixou-lhe os braços aleijados. Em 1788, a epidemia tirou a vida à maior parte das crianças de Codrongianos e as que não morreram tiveram deficiências ou ficaram deformadas. Elisabetta ficou com os braços bamboleando, uma deficiência gravíssima, numa sociedade camponesa, na qual a mulher trabalhava principalmente com os cotovelos.
Elisabetta crescia em Condrogianos. Analfabeta como todos. Ela seguia as celebrações litúrgicas, as homílias que estavam abertas a todos. Mas Ela se distinguia entre todos. Distinguia-se porque a semente era, sim, sempre a mesma, para todos, mas diverso era o terreno que a acolhia.
Vestia-se com modesta simplicidade. Tinha bons vestidos, mas preferia o de todos os dias. Queria ser pobre. Trazia sempre no pescoço o escapulário da Imaculada.
A 13 de setembro de 1807, com dezenove anos, Elisabetta casou com Antônio Maria Porcu, na Igreja de São Paulo Apóstolo, em Codrongianos. Este foi um matrimônio sacramento, em virtude do qual a mulher se torna uma só carne com o homem e este a amará como Cristo amou a Igreja, e a esposa será santa e imaculada. Esta, a nova e grande realidade que se criou!.
Elisabetta deu à luz sete bebês.
O primogênito nasceu a 20 de novembro de 1808 e foi batizado no dia seguinte, pelo Vigário Sanna Obino, com os nomes de Luigi Maria, Raimondo e Serápio.
Depois, a 19 de janeiro de 1811, Salvatore, Sebastiano, ba¬tizado no dia seguinte, pelo Vice-pároco Antônio Maria Demurtas.
A 18 de janeiro de 1814, nasceu Domenica, que foi batizada no dia seguinte e morreu com poucos meses.
A 25 de janeiro de 1815, nasceu Paola Maria, que foi batizada no dia seguinte, pelo Vice-pároco Elia Nüvoli.
A quinta criança morreu por ocasião do parto.
A 22 de agosto de 1819, nasceu Maria Domênica e foi batizada no dia seguinte pelo tio Antônio Luigi Sanna.
A 23 de agosto de 1822, nasceu Giuseppe Luigi, Bartolomeo. Batizou-o no mesmo dia, o tio Pe. Antônio Luigi. Estava lívido, com a língua de fora, parecia morto. A mãe rezou: “Senhor, faze com que receba o batismo e depois, se quiseres, toma-o”.
A experiência conjugal de Elisabetta durou dezoito anos. Em Janeiro de 1825 Antônio Maria adoeceu. Não sabemos de que moléstia se tratasse. O médico disse que seu estado era grave. Salvatore, irmão de Antônio Maria, sugeriu a Elisabetta que se chamasse o sacerdote.
A doença durou doze dias. Elisabetta foi anjo da guarda para o esposo doente: sempre ao lado, sempre atenta e solícita.