União do Apostolado Católico

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Elisabetta e Pallotti

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COMO DEUS CONDUZIU ELISABETTA
AOS PÉS DE SÃO VICENTE PALLOTTI

Elisabetta partira de Codrongianos para ir beijar, na Terra Santa, as pegadas divinas do Salvador, e esperava colher a ocasião de derramar ali, ao menos em parte, o seu sangue por ele. A imprudência do Pe. Giuseppe desvaneceu o sonho da Terra Santa e os danos causados à sua saúde pela desastrosa travessia e pela odisséia desgastante e interminável até chegar a Roma, impediram-na de voltar à Sardenha. Deram a ela, porém, a alegria de viver por vinte e seis anos junto à Basílica de São Pedro e o dom de confiar-se a um Santo, que a guiou rapidamente pelo caminho dos santos.

ELISABETTA EM SINTONIA COM
SÃO VICENTE PALLOTTI,
NA SOCIEDADE DO APOSTOLADO CATÓLICO

Elisabetta pediu ao Santo a permissão de encerrar-se no Mosteiro das ‘Manteladas’ (irmãs de ‘ordem terceira’ religiosa), mas a resposta foi ‘não’. Em 1839, quando Soglia, feito cardeal e bispo de Ósimo e Cíngoli, se transferiu para Ósimo e pediu que Elisabetta o acompanhasse, a resposta do Santo foi ainda ‘não’. E os dois não decidiram a vocação de Elisabetta: ela tinha que permanecer leiga, no mundo, em Roma, animadora da União ou Sociedade do Apostolado Católico, que tinha sido fundada por seu diretor espiritual e na qual ela mesma imediatamente se inscrevera. A vida de Elisabetta, pois, Pallotti a via assim: uma doente, uma pobre, uma analfabeta, que vivia para o apostolado.
Mas qual apostolado?
Apostolado da oração, apostolado da caridade, apostolado da pobreza, apostolado do sofrimento e, principalmente, apostolado da imitação de Jesus Cristo e do amor infinito de Deus.
Entre São Vicente e Elisabetta havia uma afinidade espiritual, que, acima da diversidade da língua, facilitava a compreensão. Respiravam o mesmo Espírito e viviam na mesma luz do Amor infinito.
Elisabetta seguia e amparava todas as obras de Pallotti: a Pia Casa de Caridade no ‘Borgo Santa Ágata’ (Bairro de Santa Ágata), o ‘Conservatório Carolino alla salita di Santo Onófrio’ (‘Instituto para meninas’ Carolino, na subida de Santo Onofre), a Igreja do Santíssimo Salvador da Onda, com a comunidade que nela morava. Em 1842 Elisabetta constituiu São Vicente Pallotti seu herdeiro fiduciário, mas isto foi só um documento de sua estima pelo Santo, porquanto ele morreu antes dela, e ela, que já tinha dado tudo aos filhos, quando morreu, não deixou senão trapos, dos quais alguns remontavam ao ano de sua vinda da Sardenha.
Elisabetta aderiu à Sociedade, fundada por seu diretor espiritual, desde 1835 e a ajudou e defendeu mais do que se fora obra sua.

ÚLTIMO VÔO DA VENERÁVEL
ELISABETTA SANNA

Era a semana do carnaval. Na parte da tarde, carros e mascarados teriam invadido as ruas. O Pe. Grappelli, diante da calma da Venerável, pensou em ir logo para casa, para voltar antes da saída dos carros e o cônego, ouvindo que o vice-pároco se teria demorado junto da enferma, seguiu o palpite do Pe. Giuseppe e saíram juntos.
Chegou também o Pe. Luciano Bandiera, que se deu conta das condições sempre estacionárias da Venerável e voltou para casa. A porta de casa, encontrou o Pe. Rafael que, fiel à promessa, se dirigia de volta a Elisabetta, mas, quando ouviu do Pe. Luciano, que a situação era estacionária, achou que podia ir a outro compromisso e reentrou em casa.
Pois, ao contrário, apenas batera meio-dia, apareceu, na ponta dos pés, irmã morte e levou a Venerável, que saiu deste mundo assim como nele vivera: escondida em algum canto da Basílica de São Pedro, muda, em oração; também em meio a um cochichar de amigas. O Pe. Rafael, o Pe. Giuseppe, o cônego Aquari, que lhe tinham sempre estado ao lado, agora estavam ausentes. Giovanna Guidi, que se desesperava em vê-la morrer, estava ocupada em servir aos seus hóspedes, e a fidelissima Adelaide recém tivera um bebê. Estava presente só o vice-pároco napolitano, que, sumamente edificado, dizia a todos: “Vi a morte do justo!” Eram as 12,45 de 17 defevereiro de 1857.
(extraído do livro "A venerável Elisabetta Sanna" de Francesco Amoroso)


TRÍDUO OU NOVENA A SER RECITADA PRIVADAMENTE

* Santíssima Trindade, que de modo admirável enriquecestes nossa irmã Elizabetta Sanna de sabedoria, conselho e fortaleza, fazei com que a Santa Igreja a venha glorificar entre os bem-aventurados e, por sua intercessão, concedei-nos aquela graça que cheio de confiança, vos imploramos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Pai-Nosso; Ave-Maria; Glória ao Pai.

(Obtendo-se alguma graça, dê-se, quanto antes, exato conhecimento ao Postulador da causa de beatificação, para o seguinte endereço:
Postulazione
Generale della SAC
Piazza S. Vincenzo Pallotti, 204
00186 Roma Iália)